Afinal, porque sonhamos?
Ao longo do nosso projeto de pesquisa foi possível confirmar algumas hipóteses e refutar outras. Afinal, muitas são as dúvidas acerca dos sonhos e seus significados. Uns acreditam no misticismo dos sonhos, acreditam em premonições, sinais, significados. Enquanto outros acreditam que os sonhos são fruto de uma manifestação de algumas partes do cérebro que são ativadas durante o sono.
Enfim, a partir dos nossos estudos podemos concluir que existem duas concepções que explicam os sonhos: a concepção espírita e a concepção científica.
O espiritismo acredita que durante o sono o nosso espírito sai do corpo, ficando ligado a ele somente pelo perispírito, e vivencia situações que ao acordarmos nos parece sonhos. Segundo essa concepção, podemos nos relacionar com espíritos encarnados ou desencarnados durante o sono, isso vai depender da nossa sintonia, pois só nos relacionamos com espíritos que estejam na mesma sintonia que a nossa. Às vezes, as lembranças de nossas vidas passadas se misturam com as vivências da nossa vida atual e produzem sonhos confusos e de díficil compreensão.
Sobre o fato de não lembrarmos dos sonhos, o espiritismo explica que isso acontece porque o nosso cérebro físico fica desativado durante essa experiência espiritual.Essa é a visão espírita acerca dos sonhos, através dela foi possível responder muitas de nossas perguntas. Mas, alguns cientistas salientam que este misticismo é algo ultrapassado e que a ciência, através do estudo da mente humana e do funcionamento cerebral é capaz de dar explicações consistentes sobre o sonhar.
Segundo a concepção científica, baseada nos estudos de Freud, o pai da psicanálise, os sonhos nada mais são que manifestações de nossos desejos reprimidos que se misturam às nossas vivências diurnas e, por esse motivo, muitas vezes se fazem confusos. Freud compara a nossa mente a um ice barg. Segundo ele, a parte visível do ice barg, a que se encontra na superfície, seria a nossa consciência. E, a parte submersa do ice barg representa o nosso incosciente, um conteúdo secreto e inacessível.
Freud ressalta que os sonhos seriam um dos caminhos para adentrar nesse inconsciente e acessar o seu conteúdo secreto.
Segundo a psicanálise os sonhos acontecem na fase REM do sono (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos) que dura em média 2 horas. Inicialmente os sonhos ficam armazenados na memória de curta duração e, muitas vezes, acordamos antes de tê-los transferido para a memória de longa duração. Isso explica porque ás vezes nós não lembramos dos sonhos e temos a sensação de sequer ter sonhado.
Ao contrário do espiritismo, a psicanálise ressalta que durante a fase REM o cérebro está em altíssima atividade, mas não pode contar com as informações sensoriais da vigília, como cheiros, imagens ou sons. Sendo assim, a atividade sensorial busca os caminhos mais usados que são as memórias mais fortes, ou seja, os restos diurnos interferem significativamente nos nossos sonhos.
Assim, concluimos que sonhar, independente de qualquer concepção é essencial para relaxar e descansar o corpo e o espírito.
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