domingo, 7 de julho de 2013

A psicanálise explica: Porque sonhamos?


Por que sonhamos?

Das velhas teorias psicanalíticas à moderna neurociência, o que a ciência sabe sobre esse curioso fenômeno?

por Eduardo Sklarz
Em 1900, o austríaco Sigmund Freud causou uma revolução no estudo da mente ao publicar A Interpretação dos Sonhos. Nele, o pai da psicanálise contestava a noção bíblica de que os sonhos eram fenômenos sobrenaturais, dizendo que derivavam da psique humana. Decifrá-los, portanto, seria a chave para entender o que se passa dentro da nossa cachola. Essas teorias foram ridicularizadas por muito tempo e somente agora, mais de 100 anos depois, elas estão sendo testadas.
Vestígios do dia
A primeira idéia de Freud confirmada pela ciência é a de que os sonhos seriam restos do dia. Ou seja: algo que acontece com você de dia reverbera durante os sonhos. A comprovação científica disso foi feita em 1989 por Constantine Pavlides e Jonathan Winson na Universidade Rockefeller. Ao observar cérebros de ratos, eles descobriram que os neurônios mais ativados durante o dia continuavam a ser ativados durante a noite. Do mesmo modo, os neurônios pouco ativados durante o dia tampouco eram durante a noite. O que isso significa? “Significa, por exemplo, que, se uma pessoa teve hoje uma experiência marcante, a chance de essa experiência entrar em seu sonho é muito grande”, diz Sidarta Ribeiro, diretor de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN–ELS). “Se ela foi atacada por um tubarão, é provável que sonhe com tubarão. Se foi para a guerra do Iraque, nos próximos anos vai sonhar com guerra. Isso é o resto diurno levado às últimas conseqüências.” Mas, como em nossa vida moderna ninguém tem experiências extremas todos os dias, os sonhos acabariam sendo uma mistura simbólica de um monte de coisas, como Freud havia previsto. Você pode sonhar hoje com tubarão, amanhã com jacaré, depois com afogamento, simbolizando todos eles uma mesma experiência. Mas de onde viriam aqueles sonhos malucos, com cenas que você nunca viu?
Para a ciência, do seu inconsciente. É lá que estão guardadas as lembranças que você adquiriu ao longo da vida. Quando você dorme e começa a sonhar, seu sono entra na fase REM (sigla em inglês para Movimento Rápido dos Olhos). “O sono REM faz ovos mexidos com suas memórias. Ele as concatena de uma forma não comum”, diz Sidarta. Isso acontece porque o cérebro está em altíssima atividade nessa fase, mas não tem as informações sensoriais da vigília. Não conta com cheiros, imagens, sons nem outras informações que temos quando estamos acordados. A atividade sensorial está livre e vai aonde quiser, seguindo os caminhos mais usados – que são as memórias mais fortes. Ou seja: seus sonhos com imagens aparentemente inéditas seriam apenas combinações de uma série de símbolos que você já conhece de outras experiências. Ok, mas sonhar serve para o quê?
Simulador Noturno
“Tudo indica que o sonho tem a função de simular comportamentos – tanto os que levam a recompensa (os bons) como os que levam a punição (os pesadelos)”, diz Sidarta Ribeiro. “Portanto, sua função seria evitar ações que resultem em punição e procurar aquelas que levam à satisfação do desejo.”
Esse processo funcionaria da seguinte forma. Imagine uma cotia. Seu pesadelo é que a jaguatirica apareça quando ela estiver bebendo água. Assim, da próxima vez que for ao lago, essa memória voltará e ela terá mais cuidado (evitando a punição). E o sonho bom da cotia? É encontrar um campo com sementes gostosas. Portanto, se ontem ela passou num lugar que tinha sementes, seu sonho será ela voltando àquele lugar, pois talvez haja mais alimento ali amanhã (levando à recompensa). O curioso é que essa tese combina, de certa forma, com a idéia freudiana de que a função dos sonhos é a satisfação do desejo, teoria que havia se tornado motivo de chacota nas últimas décadas.

Referência: http://super.abril.com.br/ciencia/sonhamos-447007.shtml

Síntese das Aprendizagens sobre os sonhos.

Afinal, porque sonhamos?

Ao longo do nosso projeto de pesquisa foi possível confirmar algumas hipóteses e refutar outras. Afinal, muitas são as dúvidas acerca dos sonhos e seus significados. Uns acreditam no misticismo dos sonhos, acreditam em premonições, sinais, significados. Enquanto outros acreditam que os sonhos são fruto de uma manifestação de algumas partes do cérebro que são ativadas durante o sono.
Enfim, a partir dos nossos estudos podemos concluir que existem duas concepções que explicam os sonhos: a concepção espírita e a concepção científica.
O espiritismo acredita que durante o sono o nosso espírito sai do corpo, ficando ligado a ele somente pelo perispírito, e vivencia situações que ao acordarmos nos parece sonhos. Segundo essa concepção, podemos nos relacionar  com espíritos encarnados ou desencarnados durante o sono, isso vai depender da nossa sintonia, pois só nos relacionamos com espíritos que estejam na mesma sintonia que a nossa. Às vezes, as lembranças de nossas vidas passadas se misturam com as vivências da nossa vida atual e produzem sonhos confusos e de díficil compreensão.
Sobre o fato de não lembrarmos dos sonhos, o espiritismo explica que isso acontece porque o nosso cérebro físico fica desativado durante essa experiência espiritual.Essa é a visão espírita acerca dos  sonhos, através dela foi possível responder muitas de nossas perguntas. Mas, alguns cientistas salientam que este misticismo é algo ultrapassado e que a ciência, através do estudo da mente humana e do funcionamento cerebral é capaz de dar explicações consistentes sobre o sonhar.
Segundo a concepção científica, baseada nos estudos de Freud, o pai da psicanálise, os sonhos nada mais são que manifestações de nossos desejos reprimidos que se misturam às nossas vivências diurnas e, por esse motivo, muitas vezes se fazem confusos. Freud compara a nossa mente a um ice barg. Segundo ele, a parte visível do ice barg, a que se encontra na superfície, seria a nossa consciência. E, a parte submersa do ice barg representa o nosso incosciente, um conteúdo secreto e inacessível.
Freud ressalta que os sonhos seriam um dos caminhos para adentrar nesse inconsciente e acessar o seu conteúdo secreto.
 Segundo a psicanálise os sonhos acontecem na fase REM do sono (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos) que dura em média 2 horas. Inicialmente os sonhos ficam armazenados na memória de curta duração e, muitas vezes, acordamos antes de tê-los transferido para a memória de longa duração. Isso explica porque ás vezes nós não lembramos dos sonhos e temos a sensação de sequer ter sonhado.
Ao contrário do espiritismo, a psicanálise ressalta que durante a fase REM o cérebro está em altíssima atividade, mas não pode contar com as informações sensoriais da vigília, como cheiros, imagens ou sons. Sendo assim, a atividade sensorial busca os caminhos mais usados que são as memórias mais fortes, ou seja, os restos diurnos interferem significativamente nos nossos sonhos.
Assim, concluimos que sonhar, independente de qualquer concepção é essencial para relaxar e descansar o corpo e o espírito.

Sonhos - A Gente Explica. Aqui apresentamos a visão científica respondendo à pergunta chave do nosso projeto: Por que sonhamos?


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Os sonhos segundo a visão espírita

A partir desta postagem você vai entender um pouco melhor o que acontece com nosso espírito enquanto dormimos. Essa é a concepção do espiritismo acerca dos sonhos.
DESDOBRAMENTO DO ESPÍRITO DURANTE O SONO


O espírito nunca está inativo (parado). O sono que repousa o corpo, é, para o espírito, oportunidade de entrar em relação com o mundo espiritual, a fim de haurir orientação, conforto e forças para prosseguir com acerto em sua jornada terrena.

Emancipando-se parcialmente do corpo, cada espírito vai agir segundo seu estado evolutivo. Assim, varia a vivência do espírito durante o sono.

Inferiores - presos que estão por interesses egoístas, materialistas, pouco se afastam do corpo ou do ambiente terreno; dão expansão aos seus instintos e tendências inferiores, junto aos espíritos com os quais se afinam.

Benévolos ou evoluídos - vão a ambientes espirituais elevados, onde se instruem e trabalham, junto a entidades superiores, e reencontram amigos e parentes desencarnados. Não somente com os desencarnados podemos nos relacionar espiritualmente, enquanto o corpo dorme.

Também podemos visitar criaturas encarnadas e com elas convivermos, de maneira superior ou inferior, conforme sejam o grau de evolução, propósitos e anseios, nossos e delas.

Fonte: Grupo de Estudos Allan Kardec


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os Sonhos de Bart...

Esta história, construída em aula através do software HagáQuê mostra o quanto os restos diurnos influenciam os sonhos..Procure vivenciar coisas boas para ter bons sonhos. Afinal, boas energias atraem bons espíritos. Boa noite e bons sonhos!!!


 

Curiosidades sobre os sonhos

De acordo com a visão psicanalítica os sonhos nada mais são do que restos de nossa vivência diurna que se misturam. Essa postagem revela algumas curiosidades acerca dos sonhos e responde algumas questões pertinentes ao assunto, tais como: Por que às vezes nós não lembramos de ter sonhado? Por que temos pesadelos?
Desde a antiguidade, tentamos encontrar explicações para os sonhos, seja significados sobrenaturais até respostas para as perguntas mais prosaicas, como por que não lembramos tudo que sonhamos??
  • As pessoas em coma sonham?
Segundo Luciano Ribeiro Pinto, neurologista da Associação Brasileira do Sono, ainda não existe estudo comprovando que isso realmente aconteça. Segundo o médico, no estado de coma ocorre um comprometimento do cérebro, portanto o indivíduo não tem um sono que passa pelas fases normais, incluindo a fase REM, período em que ocorrem os sonhos. Para saber se a pessoa em coma sonha, seria preciso que o doente tomasse consciência e verbalizasse o sonho aos médicos, diz Ribeiro Pinto.
  • Por que muitas vezes não lembramos dos sonhos?
Muitas pessoas se lembram de quase todos os seus sonhos, porém esquecê-los não é motivo de preocupação. De acordo com o neurologista Luciano Ribeiro Pinto, qualquer um pode conseguir lembrar seus sonhos. “É uma questão de hábito. Para recordar é preciso ter tempo de passar o que sonhamos para a memória, por isso precisamos permanecer um pouco acordados após o sonho, para que os pensamentos sejam registrados”, explica.
Portanto quando acordamos e lembramos de um sonho, mas logo após voltamos a dormir, podemos rapidamente esquecê-lo. Outra situação que facilita a lembrança é quando o sonho tem um forte conteúdo emocional, que seja de tal forma impactante que não consigamos esquecê-lo.
  • É possível controlar os sonhos?
No filme A Origem, o personagem de Leonardo DiCaprio era capaz de controlar os sonhos. E, por incrível que pareça, isso não é apenas coisa de cinema e pode acontecer na vida real. Segundo o neurologista Luciano Ribeiro Pinto, existem algumas maneiras para aumentar esse controle. Exercitar a concentração, meditar sobre um tema e ter atenção antes de dormir são algumas das melhores maneiras.
Ele ainda destaca que esses métodos são bastante usados na terapia comportamental para pessoas que sofrem com pesadelos. Os pacientes utilizam as técnicas para poder identificar quando estão tendo pesadelos, para que possam tomar controle da situação e assim amenizar o sonho ruim.
  • Por que temos pesadelos?
O pesadelo tem diversas causas. Eles podem ter origem em efeitos psicológicos, em causas médicas e também por estresse pós-traumático. O neurologista Luciano Ribeiro Pinto explica que alguns medicamentos podem trazer pesadelos como efeitos colaterais. Distúrbios do sono, como ronco e apneia, em que a pessoa para de respirar, podem causar pesadelos com sensação de sufocamento. Experiências muito ruins, como um acidente traumático, podem levar o indivíduo a reviver essa experiência nos sonhos.
  • Por que sonhamos com as coisas que acontecem durante o dia?
Segundo o médico especialista no sono Denis Martinez, os sonhos são expressões da memória. Uma das teorias que existem é que seria feita uma seleção, em que as coisas mais importantes são armazenadas e as mais irrelevantes são esquecidas. Por serem uma continuidade do nosso dia, as lembranças surgem de maneira aleatória, por isso, normalmente, aparecem de forma confusa.
  • O sonho tem significado?
Aquela história que cada objeto tem um sentido único não existe, diz Luis Flávio Couto, professor de psicanálise da PUC-Minas. “A ideia de interpretação dos sonhos é algo mais folclórico, pois os acontecimentos não têm um significado oculto, eles são bem claros”, diz.
Couto explica que as mensagens dos sonhos são de cada um para si mesmo, então cabe à própria pessoa interpretar o que significam. “Eles não têm um significado universal, a apresentação dele já é uma forma de o sujeito se explicar para si mesmo”, afirma o psicanalista.
  • Todas as pessoas sonham colorido? E os cegos sonham?
Muitas pessoas sonham em preto e branco, mas não sabem o motivo. Segundo o neurologista Luciano Ribeiro Pinto, isso é uma característica individual. Existem pessoas que sonham mais em preto e branco, enquanto que outros têm sonhos predominantemente coloridos.

Os cegos não têm o componente visual, portanto seus sonhos serão mais ricos em sensações auditivas e táteis. Assim como no caso do ser humano, que quando está na fase REM, mexem os olhos, outros animais, quando estão na mesma fase, costumam movimentar o focinho, que é por onde tem o seu sentido mais aguçado, o cheiro. O médico também explica que os indivíduos que ficaram cegos ao longo da vida também perdem, junto com a visão, a possibilidade de sonhar por meio de imagens.
  • Há temas comuns entre os sonhos?
Existem temas comuns como família, amigos e sexualidade. Mas de acordo com o neurologista Luciano Ribeiro Pinto, é difícil precisar um padrão. “Os sonhos que temos durante a fase REM são pensamentos diversos, memórias que surgem aleatoriamente. Sentimentos, como ansiedade e nervosismo também podem também ser fatores que influenciam”, afirma.
  • Nós sonhamos apenas com pessoas que conhecemos?
Sabe aquele sonho estranho que você teve com alguém que você mal conhece? Ele pode acontecer. O neurologista Luciano Ribeiro Pinto explica que, quando dormimos, os nossos pensamentos são uma continuidade dos fatos do dia, portanto qualquer coisa que vimos pode aparecer. Mesmo se você cruzou com um total estranho na rua, mas ele ficou gravado na sua memória, ele pode estar no seu sonho. “Os sonhos são muito criativos, portanto qualquer acontecimento do nosso dia pode se manifestar”, explica Ribeiro.
  • Quanto tempo sonhamos por noite?
O neurologista Luciano Ribeiro Pinto explica que o sonho acontece na fase REM (Rapid Eye Movement), período que corresponde de 20% a 25% do período que estamos dormindo. Portanto, se descansarmos aproximadamente 8 horas diárias, permanecemos nessa fase entre um hora e meia e duas horas. Esse momento é caracterizado pelo movimento rápido dos olhos e pela atividade cerebral ser semelhante à de quando estamos acordados.

Referência:

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mapa conceitual inicial. Aqui nosso projeto ainda estava engatinhando estávamos dando os primeiros passos em busca de um conhecimento maior acerca dos sonhos...


      Este blog tem o intuito de esclarecer dúvidas e certezas provisórias sobre sonhar. Tudo indica que o sonho tem a função de simular comportamentos.

     Segundo a doutrina espírita enquanto dormimos o nosso espírito sai do corpo e vivencia situações que ao acordarmos nos parece sonhos. Mas porque ás vezes sonhamos com coisas tão inusitadas e sem sentido algum?

     Outra hipótese levantada pela doutrina espírita é que os sonhos são lembranças de vidas passadas. Isso explica porque às vezes sonhamos com lugares onde nunca estivemos e com pessoas que não conhecemos. Porque às vezes nós não lembramos dos sonhos e temos a sensação de sequer ter sonhado?

     A psicanálise acredita que os sonhos são apenas manifestações dos nossos desejos reprimidos. Mas porque às vezes temos pesadelos tão horríveis? Seriam fruto da nossa vontade?